terça-feira, 28 de abril de 2015

PAREDES VERDES E JARDINS VERTICAIS

Autora: Tatiana Vettori - Arquiteta e Mestranda em Engenharia de Edificações e Saneamento (UEL)


     O jardim vertical, também conhecido como "parede verde", é uma técnica moderna utilizada em paisagismo, cada vez mais difundida nos grandes centros urbanos. É uma tendência que tem crescido e vem ganhando espaço junto à arquitetura e à construção civil, através de sua incorporação em projetos comerciais e residenciais [1].
     Esta nova forma de implantar o verde nas edificações teve início com o botânico francês Patrick Blanc, que se especializou em plantas tropicais, sendo o responsável pela inovação e a popularização do jardim vertical. Uma de suas obras mais famosas é o Museu Quai du Branly em Paris [1]. 
     As paredes verdes e os jardins verticais são uma boa solução para se trazer mais verde e qualidade de vida a ambientes construídos, permitindo uma perfeita integração da natureza à arquitetura, além de produzir cenários urbanos singulares [2]. este sistema possui pouca massa e pouca espessura, permitindo que as áreas verticais das fachadas se transformem em densos jardins, os quais podem, inclusive, apresentarem soluções tecnológicas automatizadas para sua instalação, rega e fertilização.
     Este tipo de tecnologia oferece benefícios como a redução da temperatura ambiente, melhorando o conforto térmico no interior dos edifícios, serve como habitat para pássaros, auxilia na umidificação e filtragem do ar, colabora com a redução da poluição, possibilita a retenção de ruídos em locais de tráfego intenso de veículos nos grandes centros urbanos, além do indiscutível efeito estético.
     As Figuras 1 e 2 apresentam duas edificações onde foram empregadas esta solução.

Figura 1 - Fachada com parede verde



Figura 2 - Jardim Vertical


     A estrutura implantada para a concepção do jardim vertical pode ser por meio de treliças e redes metálicas ou na forma de alvenaria com elementos do tipo cachepots. A vantagem das estruturas em alumínio é que as mesmas apresentam durabilidade quanto à corrosão e podem ser empregadas em grandes edifícios e grandes obras comerciais. Já os sistemas do tipo alvenaria, são de mais simples execução e mais indicados ara locais de pé direito reduzido, como fachadas de residências, muros, varandas e sacadas. Uma terceira opção são as estruturas modulares em plástico injetado ou metal.
     Esta nova concepção de jardim, constituída de painéis verdes, pode ser a solução ideal para locais de área restrita, dando vida a muros, corredores, ambientes internos, áreas de recepção ou paredes próximas a piscinas [1].
     As Figuras 3 e 4 apresentam dois destes ambientes, um corredor interno e o muro na área de uma piscina.

Figura 3 - Corredor interno/hall



Figura 4 - Muro na Área da Piscina



     Um dos grades desafios em jardins verticais é manter a vegetação viçosa e exuberante, além da manutenção da qualidade do substrato (terra) utilizado, uma vez que a vegetação e suas raízes ficam restritas ao espaço do nicho ou vaso, de acordo com o sistema utilizado. Para garantir a nutrição da planta por um longo período, particularmente em recintos com pouca incidência solar, pode ser feita a opção de rega automatizada.
     Em relação às espécimes vegetais mais indicadas, podem ser usadas plantas florais, como a tilândsia-azul (Tillandsiacyanea), flor-de-coral (Russealiaequitiformis), maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana hybrid), lisimáquia (Lysimachiacongestiflora), flor batorn (Aeschynanthuspulcher) e a planta-veludo (Ruelliamakoyana).
     Outra opção são as folhagens, como a samambaia metro (Polypodiumpersciciflorum), samambaia americana (Nephrolepisexaltata), dinheiro-em-penca (Callisiarepens), hera-variegata (Hederasp), ripsális (Rhipsalissp), orelha-de-elefante (Kalanchoethyrsiflora), peperômia (Peperomiascandens 'Variegata'), aspargo pendente (Asparagusdensiflorus 'Sprengeri'), filodendro xanadú (Philodendronxanadu). 
     Folhagens de cores variadas, como crótons (Codiaeumvariegatum) e lambari-roxo (Tradescantia zebrina) também dão um ótimo efeito, como mostram as Figuras 5 e 6 [1, 2].

Figura 5 - Folhagens de Cores Variadas


Figura 6 - Folhagens Verdes




     Entre as mais fáceis de manter estão as samambaias (necessitam de sombras), as bromélias, as ripsalis (necessitam de pouca iluminação) e até as suculentas (aconselháveis para locais com maior incidência do sol).
     Recomenda-se consultar um especialista para verificar a adequação destes espécimes ao tipo de solução técnica adotada para o jardim vertical em questão. Já existem empresas especializadas neste segmento que elaboram o projeto e acompanham a execução da proposta, cuidando, inclusive, da manutenção do jardim.

FAÇA VOCÊ MESMO O SEU JARDIM VERTICAL

     Uma forma simples e de baixo custo é fixar na parede uma  sequência de vasos, que podem ser de material cerâmico, plástico ou fibra de coco. Esta é uma boa opção para espaços pequenos, com a vantagem de se ter uma solução personalizada. Como neste caso a irrigação será manual, os vasos devem estar dispostos próximos, evitando-se que sejam fixados em pontos muito altos.
     Outra opção acessível são as placas ou treliças de metal, de madeira ou de bambu, facilmente encontradas em lojas especializadas.
     Para jardins maiores, a escolha dos materiais varia de acordo com o projeto e, nestes casos, é essencial o acompanhamento de uma empresa especializada ou de um paisagista.
     As Figuras 7 e 8 apresentam duas alternativas distintas deste tipo de jardim.

Figura 7 - Painéis Modulados com Suculentas, Aspargos, Dinheiro-em-penca e Peperômia


Figura 8 - Parede Verde de Vasos com Samambaia Americana


     Entre as técnicas existentes, algumas apresentadas a seguir são as mais práticas de se executar e também as mais utilizadas [4]:

  • Uso de Garrafas PET

     Este método, desenvolvido pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum, reutiliza garrafas plásticas para comporem o jardim vertical. A sugestão é ideal para pequenas áreas destinadas ao jardim. Além disso, se torna uma solução ideal para o descarte das garrafas PET, que ganham uma utilidade. As garrafas ficam suspensas, amarradas por cordas de nylon, como mostram as Figuras 9 e 10.

     Figura 9 - Garrafas PET Suspensa                    Figura 10 - Muro com Garrafas PET


  • Vasos Meia Lua
     Este sistema é ideal para integrar o jardim à decoração, podendo ser utilizados diferentes modelos de vasos. Sua distribuição vai depender do estilo e do gosto particular de cada um. Alguns preferem utilizar vasos do mesmo material, o que pode ser uma boa solução para garantir a harmonia do jardim vertical, porém não existem regras definidas como pode ser visualizado na Figura 11.

Figura 11 - jardim vertical com Vasos Meia Lua em Cerâmica



  • Vasos em Fibra de Coco
     É uma opção perfeita para espaços como varandas e sacadas de apartamentos. Por ser confeccionada com material natural, pode ficar aparente, sem prejudicar o visal. A parede que vai receber o painel deverá ser impermeabilizada e o painel de fibra de coco pode ser parafusado na estrutura. A Figura 12 apresenta painéis com vasos em fibra de coco.

Figura 12 - Jardim Vertical com Painéis e Vasos em Fibra de Coco




  • Técnica Quadro Vivo
     Os quadros verdes foram desenvolvidos pela paisagista Gica Mesiara. Basta escolher um local iluminado dentro de casa e instalá-lo, como pode ser visualizado na Figura 13. O quadro é fixado com parafusos e buchas, sua estrutura é vedada para evitar vazamentos e umidade e o sistema de rega pode ser computadorizado ou manual. Algumas lojas vendem quadros que já vêm com bombas para gotejamento automático.

Figura 13 - Opções de Quadros Vivos


  • Técnica Treliças e Vasos
    Para utilizar esta técnica é necessário chumbar à parede ou muro uma treliça metálica devidamente pintada para resistir às intempéries. Depois disso, é só pendurar os vasos meia lua à treliça. Também pode ser utilizada a tela de alambrado, qu já vem pronta e tratada, conforme mostra a Figura 14. para um jardim grande e alto, será preciso investir em um sistema de irrigação.

Figura 14 - Treliça com Tela de Alambrado



  • Técnica Wall Green
     O sistema Wall Green é vendido em kits e deve ser montado por um sistema modular de encaixe, formando uma estrutura com capacidade para receber 18 plantas. Este sistema modular é do tipo "faça você mesmo", para compor jardins verticais ou horizontais, como mostra a Figura 15. A estrutura é de plástico injetado e pode ser fixada em diferentes tipos de superfície, onde o vaso e o sistema de regas precisam ser adquiridos separadamente.

Figura 15 - Estrutura Modular de Plástico Injetado de Wall Green



  • Técnica Green Wall Ceramic
     A técnica utilizada pela empresa Green Wall Ceramic utiliza blocos cerâmicos que podem ser fixados em paredes ou em muros utilizando argamassa. É necessário descascar a pintura da parede para facilitar a fixação do bloco. Após a instalação, é necessário impermeabilizar o painel com produtos atóxicos, como os utilizados em reservatórios de água, para não prejudicar as plantas. As jardineiras podem ser pintadas ou receberem outro tipo de acabamento. para os painéis maiores, é necessário instalar um sistema profissional de  irrigação por gotejamento, na Figura 16 podem ser visualizadas as opções do sistema de irrigação manual e por gotejamento além do acabamento da jardineira com pastilhas de vidro.

Figura 16 - Blocos Cerâmicos da Green Wall Ceramic



  • Técnica de Blocos Pré-Moldados
     O método de bloco pré-moldado foi criado pela empresa Neo Rex. Eles são encontrados em dois modelos: blocos de concreto fundido, com jardineiras contínuas, e o bloco de concreto com jardineiras em zigue-zague. Ambos podem ser instalados rente aos muros impermeabilizados ou até sem nenhum apoio, pois os próprios blocos possuem nichos para a passagem das vigas e pilares para a sustentação como mostra a Figura 17.

Figura 17 - Blocos Pré-moldados da Neo Rex (Jardineiras Contínuas e em Zigue-Zague)



     Desta forma, basta escolher a alternativa que lhe seja mais viável e colocar suas ideias em execução.

REFERÊNCIAS




segunda-feira, 5 de maio de 2014

O lançamento clandestino de resíduos sólidos urbanos só será reduzido mediante a conscientização popular
Autor: Gilson Morales – engenheiro civil e docente da UEL - Londrina

O ser humano acostumou-se a lançar resíduos no espaço urbano. Seja por negligência do poder público, seja por falta de uma política de educação ambiental ou por deficiência da educação familiar, as pessoas lançam toda espécie de resíduos nas ruas.
Acredita-se que estas práticas estejam associadas ao fato da sociedade ter se tornado extremamente consumista. O sistema leva os meios de produção a buscarem o lucro a qualquer custo, por meio da veiculação de informações de incentivo ao consumidor. Este, por sua vez, se lança ao consumo desenfreado buscando atender as suas necessidades pessoais e não se preocupa com o destino que vai dar aos resíduos gerados, depositando-os em locais a céu aberto, sem a preocupação com a contaminação do meio ambiente.
Decorrente destas práticas, ocorre a degradação ambiental, a poluição de logradouros públicos e espaços de lazer, prejudicando a fauna e a flora, deteriorando o espaço urbano e colocando em risco as pessoas que utilizam estes espaços. Uma conseqüência grave que se verifica atualmente é a proliferação da dengue em decorrência do acúmulo de água nestes amontoados de lixo.

É preciso de um alerta geral no sentido de se promover o comprometimento coletivo em relação a esta questão. Espaços freqüentados pela população universitária muitas vezes são os que apresentam maiores índices de lançamento de lixo urbano, especialmente nos locais de lazer e nos finais de semana. Somente com o desenvolvimento de uma consciência voltada para a preservação ambiental e para a sustentabilidade, particularmente junto aos estudantes universitários e do ensino médio, será possível mudar este panorama. Desta forma, fica um apelo aos jovens engajados em programas sociais e em trabalhos comunitários, no sentido de que promovam a disseminação destas novas idéias e do conceito de que a preservação ambiental trará benefícios diretos a eles mesmos e às gerações futuras.





Profº Dr. Gilson Morales

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A duplicação da PR-445 – Gilson Morales para o Jornal de Londrina

(...) ”Gargalo logístico dificultava o escoamento da produção e comprometia a segurança e a qualidade do trânsito no trecho.”

A duplicação dos 17 quilômetros da PR-445, Rodovia Celso Garcia Cid, entre Londrina e Cambé polêmica. Envolvendo um projeto arrojado de engenharia, onde foram investidos cerca de R$95 milhões em serviços de terraplanagem, drenagem, pavimentação e obras de arte especiais, entre outros, sem dúvida, é um mega investimento do governo estadual no município de Londrina.
Espera-se, portanto, que a mesma atenda aos anseios da população da região em termos de solução de problemas viários decorrentes do elevado tráfego de veículos, principalmente veículos pesados, neste trecho da rodovia. Essa situação, há tempo, vinha provocando um gargalo logístico que dificultava o escoamento da produção e comprometia a segurança e qualidade do trânsito no trecho.
Como toda grande intervenção próxima a aglomerados urbanos, trouxe transtornos ao usuário e conseqüências para o cotidiano, decorrentes de desvios, bloqueios para rebaixamento da pista, entre outros. No caso particular da UEL, o desvio de tráfego pesado para dentro da universidade trouxe complicações associadas à adequação de sua malha asfáltica. É claro que, em obras deste vulto, é grande a preocupação com medidas que garantam o mínimo de impactos ambientais e que assegurem a preservação da fauna e flora locais.
Da mesma forma, é preciso atentar para os benefícios regionais, que extrapolam a região metropolitana e, no caso particular, para a zona sul da cidade, melhorando a integração municipal. No entanto, nós profissionais da área havemos de concordar que, em qualquer intervenção, a “construção civil” vem trazendo certo grau de “destruição ambiental”, seja nos 700Kg de CO2 emitidos na fabricação de uma tonelada de cimento ou na camada de vegetação removida do solo para abrigar o leito de uma nova rodovia. Sempre se espera que o benefício valha o preço pago em cada caso, cabendo a cada cidadão fazer sua avaliação pessoal.

Edição: 31/01/2014 - JL

*Gilson Morales é Doutor em Engenharia Civil e École des Ponts et Chauseés de Paris. Além de professor associado ao Deptº. de Construção Civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Dúvidas ou para maiores informações: grupogerar@yahoo.com.br

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Concurso de fotografias


Foi prorrogado o prazo para inscrições do I Concurso RE-CICLE de fotografias. Com o tema "Lançamento clandestino de resíduos em Londrina". O concurso visa alertar a população sobre a problemática do lançamento de resíduos no meio ambiente.



Inscrição através do link: https://www.sites.google.com/site/uelgerar/concurso-de-fotografias-1

Dúvidas ou para maiores informações: grupogerar@yahoo.com.br


Participe e concorra a uma câmera fotográfica de 12MP entre outros prêmios!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Concurso de corpos de prova

Participe do I Concurso RE-CICLE de corpos de prova. Com o tema “Adição de resíduos ao concreto de cimento Portland”. O concurso visa despertar os futuros profissionais para a necessidade de desenvolvimento de alternativas de utilização de resíduos na construção civil.

Inscreva-se através do link: https://sites.google.com/site/uelgerar/concurso-de-corpos-de-prova-1

Dúvidas ou maiores informações: grupogerar@yahoo.com.br

terça-feira, 31 de maio de 2011

Construção Ecológica

A evolução do homem acarretou uma série de mudanças nas técnicas construtivas tornando-as individualistas e inconsequentes, de forma que, alcançava-se a estética e o conforto na construção de casas e edifícios sofisticados sem se preocupar com a natureza e seus recursos.

Porém, nos últimos anos têm-se discutido novas maneiras e técnicas de aproveitamento destes recursos, criando-se então o conceito de Construção Sustentável. Este novo método utiliza formas, materiais e tecnologias que agregam valor e beleza às obras de maneira ecológica.

Na concepção de um projeto sustentável é levado em consideração o tipo de utilização da construção e após a escolha do “formato” da construção são escolhidos os materiais a serem utilizados, como a madeira de reflorestamento, blocos cerâmicos e de concreto reciclados, blocos de solo-cimento, Dry Wall (chapas de gesso aparafusadas em estruturas de aço galvanizado, conhecidas como placas secas), etc.

Depois disso vem um dos pontos mais importantes deste método construtivo: a escolha das tecnologias ecológicas a serem utilizadas. Entre elas têm-se: Utilização de energia solar; mini-estações de tratamento e reuso de água e esgoto; sistemas de captação e aproveitamento de água da chuva; sistemas de gestão de resíduos domésticos; tubulações e conexões em plástico atóxico ou reciclado; etc.

Têm-se utilizado bastante uma nova tecnologia que consiste em fazer a cobertura do telhado com grama, isso facilita na captação de água da chuva, além de garantir maior conforto térmico dentro da casa. Para isso é necessário um profissional especializado pois a impermeabilização da laje deve ser perfeita.

É muito importante que na parte externa haja uma área permeável com vegetação, pois isso ajuda no escoamento da água da chuva. É importante também que os móveis e eletrodoméstico sejam ecológicos e econômicos, assim como as torneiras e sanitários, que devem ser de baixo consumo de água.


Modelo de construção ecológica


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Como diminuir os depósitos clandestinos de resíduos?

Nos dias atuais, é perceptível um aumento no montante de resíduos depositados de forma irregular em áreas abertas, como terrenos baldios e praças. Com o agravamento dessa situação, principalmente nos grandes centros urbanos, se torna necessário a redução imediata desses resíduos. Porém, a pergunta que se faz é: como reduzir a deposição de resíduos?
Muitos estudiosos se dedicam a descobrir respostas para essa questão e de fato, existem inúmeros métodos para se chegar a esse objetivo. Porém ainda não se chegou a um consenso de qual seria o mais eficaz, visto que todas apresentam vantagens e desvantagens. Abaixo serão citados alguns desses métodos.
Primeiramente devemos citar o termo “Reciclagem”. O uso da reciclagem é muito divulgado perante a sociedade atual devido ao fato de ser a maneira mais simples e também uma das mais eficientes de se reduzir o montantes de resíduos depositados irregularmente. Reciclar significa diretamente que um determinado material retorne ao seu ciclo de produção, depois dele ser utilizado e descartado. Ou seja, os materiais que podem passar por esse processo são aqueles durante a reciclagem consigam adquirir novamente suas características originais ou a maioria delas. Os benefícios da reciclagem são claros; além de diminuir em grande escala o acúmulo de lixo urbano, ela possibilita uma diminuição de uso de materiais não renováveis.



Reciclagem de lixo da prefeitura de Curitiba FOTO: Nani Gois



Uma segunda maneira de se realizar tal objetivo seria a participação de centros de ensino e/ou tecnológicos na elaboração de tecnologias eficazes na redução dos depósitos clandestinos de resíduos. Assim, a universidade usaria sua tecnologia disponível em favor da população. Atualmente existem de fato muitos estudos, dentro de centros de ensino, ligados a esse fim. Como prova, é possível perceber os inúmeros trabalhos abordando essa temática. A grande vantagem dessa idéia seria uma participação em conjunto da sociedade com os intelectuais. Além de beneficiar a população como um todo, também beneficiaria as próprias instituições de ensino com a produção de inúmeros trabalhos acadêmicos. A grande desvantagem é a ausência de centros de ensino em muitas localidades brasileiras. Um movimento como esse acabaria servindo para aumentar as desigualdades entre cidades com possibilidades acadêmicas e as sem essa possibilidade.
Outro sistema reconhecido como eficiente são os chamados eco-pontos. Os Eco-pontos são áreas pré-estabelecidas, para a deposição de resíduos sólidos, evitando assim o acumulo desses resíduos em locais inapropriados. Esses locais são supervisionados por órgãos também preestabelecidos que são responsáveis pela separação correta do resíduo coletado e também pela manutenção dos Eco-pontos. A Vantagem de tal método seria a fácil instalação e também a facilidade de acesso para a população, uma vez que tais pontos ficam espalhados pela cidade. Quanto às desvantagens, além da difícil manutenção vista a necessidade de um gerenciamento apropriado, também há a adaptação da sociedade civil a tal meio. É vital que a população tenha conhecimento de como utilizar os eco-pontos, evitando assim a destinação de resíduos inapropriados para esses locais.





Eco ponto Parque Perucha -São Paulo FOTO: Luiz Guadagnoli/ Secom



Outra medida sugerida e provavelmente a que abrangeria todos os outros métodos citados até aqui, seria a chamada política publica de gestão de resíduos. Uma política publica seria métodos desenvolvidos por governantes, que buscam nesse caso a redução de resíduos sólidos em locais clandestinos. Essas políticas geralmente tratam a situação de uma maneira global, buscando descobrir as causas dos depósitos clandestinos e principalmente prevenções contra tal coisa. A vantagem desse processo como já foi dito, seria pelo fato de ser possível um tratamento amplo do problema, podendo tratá-lo em todas as suas dimensões. Isso a tornaria uma proposta eficiente e altamente recomendada. A grande desvantagem dessa pratica, seria que um estudo amplo do problema pode levar um tempo longo, o que só prejudicaria a situação.
Perante os casos apresentados, torna-se evidente a pluralidade de meios pelos quais seria possível alcançar a diminuição do total de resíduos sólidos clandestinos, em grandes centros urbanos. Porém, é necessária uma participação ativa dos governantes e das populações locais para colocá-las em pratica.