terça-feira, 31 de maio de 2011

Construção Ecológica

A evolução do homem acarretou uma série de mudanças nas técnicas construtivas tornando-as individualistas e inconsequentes, de forma que, alcançava-se a estética e o conforto na construção de casas e edifícios sofisticados sem se preocupar com a natureza e seus recursos.

Porém, nos últimos anos têm-se discutido novas maneiras e técnicas de aproveitamento destes recursos, criando-se então o conceito de Construção Sustentável. Este novo método utiliza formas, materiais e tecnologias que agregam valor e beleza às obras de maneira ecológica.

Na concepção de um projeto sustentável é levado em consideração o tipo de utilização da construção e após a escolha do “formato” da construção são escolhidos os materiais a serem utilizados, como a madeira de reflorestamento, blocos cerâmicos e de concreto reciclados, blocos de solo-cimento, Dry Wall (chapas de gesso aparafusadas em estruturas de aço galvanizado, conhecidas como placas secas), etc.

Depois disso vem um dos pontos mais importantes deste método construtivo: a escolha das tecnologias ecológicas a serem utilizadas. Entre elas têm-se: Utilização de energia solar; mini-estações de tratamento e reuso de água e esgoto; sistemas de captação e aproveitamento de água da chuva; sistemas de gestão de resíduos domésticos; tubulações e conexões em plástico atóxico ou reciclado; etc.

Têm-se utilizado bastante uma nova tecnologia que consiste em fazer a cobertura do telhado com grama, isso facilita na captação de água da chuva, além de garantir maior conforto térmico dentro da casa. Para isso é necessário um profissional especializado pois a impermeabilização da laje deve ser perfeita.

É muito importante que na parte externa haja uma área permeável com vegetação, pois isso ajuda no escoamento da água da chuva. É importante também que os móveis e eletrodoméstico sejam ecológicos e econômicos, assim como as torneiras e sanitários, que devem ser de baixo consumo de água.


Modelo de construção ecológica


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Como diminuir os depósitos clandestinos de resíduos?

Nos dias atuais, é perceptível um aumento no montante de resíduos depositados de forma irregular em áreas abertas, como terrenos baldios e praças. Com o agravamento dessa situação, principalmente nos grandes centros urbanos, se torna necessário a redução imediata desses resíduos. Porém, a pergunta que se faz é: como reduzir a deposição de resíduos?
Muitos estudiosos se dedicam a descobrir respostas para essa questão e de fato, existem inúmeros métodos para se chegar a esse objetivo. Porém ainda não se chegou a um consenso de qual seria o mais eficaz, visto que todas apresentam vantagens e desvantagens. Abaixo serão citados alguns desses métodos.
Primeiramente devemos citar o termo “Reciclagem”. O uso da reciclagem é muito divulgado perante a sociedade atual devido ao fato de ser a maneira mais simples e também uma das mais eficientes de se reduzir o montantes de resíduos depositados irregularmente. Reciclar significa diretamente que um determinado material retorne ao seu ciclo de produção, depois dele ser utilizado e descartado. Ou seja, os materiais que podem passar por esse processo são aqueles durante a reciclagem consigam adquirir novamente suas características originais ou a maioria delas. Os benefícios da reciclagem são claros; além de diminuir em grande escala o acúmulo de lixo urbano, ela possibilita uma diminuição de uso de materiais não renováveis.



Reciclagem de lixo da prefeitura de Curitiba FOTO: Nani Gois



Uma segunda maneira de se realizar tal objetivo seria a participação de centros de ensino e/ou tecnológicos na elaboração de tecnologias eficazes na redução dos depósitos clandestinos de resíduos. Assim, a universidade usaria sua tecnologia disponível em favor da população. Atualmente existem de fato muitos estudos, dentro de centros de ensino, ligados a esse fim. Como prova, é possível perceber os inúmeros trabalhos abordando essa temática. A grande vantagem dessa idéia seria uma participação em conjunto da sociedade com os intelectuais. Além de beneficiar a população como um todo, também beneficiaria as próprias instituições de ensino com a produção de inúmeros trabalhos acadêmicos. A grande desvantagem é a ausência de centros de ensino em muitas localidades brasileiras. Um movimento como esse acabaria servindo para aumentar as desigualdades entre cidades com possibilidades acadêmicas e as sem essa possibilidade.
Outro sistema reconhecido como eficiente são os chamados eco-pontos. Os Eco-pontos são áreas pré-estabelecidas, para a deposição de resíduos sólidos, evitando assim o acumulo desses resíduos em locais inapropriados. Esses locais são supervisionados por órgãos também preestabelecidos que são responsáveis pela separação correta do resíduo coletado e também pela manutenção dos Eco-pontos. A Vantagem de tal método seria a fácil instalação e também a facilidade de acesso para a população, uma vez que tais pontos ficam espalhados pela cidade. Quanto às desvantagens, além da difícil manutenção vista a necessidade de um gerenciamento apropriado, também há a adaptação da sociedade civil a tal meio. É vital que a população tenha conhecimento de como utilizar os eco-pontos, evitando assim a destinação de resíduos inapropriados para esses locais.





Eco ponto Parque Perucha -São Paulo FOTO: Luiz Guadagnoli/ Secom



Outra medida sugerida e provavelmente a que abrangeria todos os outros métodos citados até aqui, seria a chamada política publica de gestão de resíduos. Uma política publica seria métodos desenvolvidos por governantes, que buscam nesse caso a redução de resíduos sólidos em locais clandestinos. Essas políticas geralmente tratam a situação de uma maneira global, buscando descobrir as causas dos depósitos clandestinos e principalmente prevenções contra tal coisa. A vantagem desse processo como já foi dito, seria pelo fato de ser possível um tratamento amplo do problema, podendo tratá-lo em todas as suas dimensões. Isso a tornaria uma proposta eficiente e altamente recomendada. A grande desvantagem dessa pratica, seria que um estudo amplo do problema pode levar um tempo longo, o que só prejudicaria a situação.
Perante os casos apresentados, torna-se evidente a pluralidade de meios pelos quais seria possível alcançar a diminuição do total de resíduos sólidos clandestinos, em grandes centros urbanos. Porém, é necessária uma participação ativa dos governantes e das populações locais para colocá-las em pratica.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Princípios básicos do Ecodesign

O conceito Ecodesign é recente e se tornou uma palavra essencial quando falamos em produzir, segundo Fiksel (1996) originou-se no início dos anos 90, com os esforços das indústrias eletrônicas dos EUA para criarem produtos que fossem menos agressivos ao meio ambiente. Formaram uma força tarefa para desenvolver uma base de conhecimentos em projetos voltados para a proteção do meio ambiente, que primeiramente beneficiou estas indústrias. A partir disto, aumentou rapidamente o interesse pelo tema, principalmente nas empresas que já desenvolviam programas de gestão ambiental e de prevenção de poluição.

Um exemplo disso é a marca Philips que na década de 90 criou seu programa EcoVision, com o objetivo de conduzir o desenvolvimento de seus produtos e processos com consciência ambiental.

O principal objetivo do Ecodesign é projetar produtos e serviços que sejam mais sustentáveis, aproveitando melhor a tecnologia desde o início de sua fabricação até quando chegar ao seu fim útil, e reaproveitá-los o máximo possível, gerando o mínimo de resíduos.

Para tal feito é necessário visar esses fases para o projeto do produto:

Escolha das matérias primas - Utilizar de materiais ecológicos com baixo impacto ambiental, que não sejam tóxicos e que possam ser reciclados;

Processo de fabricação - As fábricas também devem ser ecologicamente eficientes, usando quando possível uma fonte de energia limpa ou então reduzindo o máximo a quantidade de energia gasta no processo;

Qualidade do produto – Deve durar o maior tempo possível, com peças que sejam facilmente trocadas (evitando jogá-lo fora assim que estragar alguma) gerando uma menor quantidade de lixo.

Destino final do produto – Assim que acabar sua vida útil, reaproveitá-lo em outra função ou então destinar a reciclagem, e sendo o ideal que possa ser reciclado várias vezes criando ciclos infinitos fechados de reciclagem.

Analisando esses quesitos e praticando-os, é possível concluir a fabricação de um produto com ecodesign. Muitas empresas estão tornando essa prática essencial, já que reconhecem que é de vital importância para o bem estar da natureza e do homem ao longo prazo, além de permitir reduções de custos, trazendo uma economia maior a empresa.

Podemos citar ainda que atualmente, com a preocupação no assunto, está aumentando o número de consumidores que procuram comprar produtos “amigos da natureza”. Somado a isso, governos espalhados pelo mundo criam leis que, obrigam aos fabricantes a se responsabilizarem pela recuperação de seus produtos ao fim de sua vida útil.

Ou seja, com todos os benefícios que a prática do Ecodesign tem, é importante todas as empresas inovarem seus produtos a fim de chegar nesse conceito.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Coordenador do projeto apresenta atividades do Grupo em entrevista ao jornal Conexão Ciência.

O Prof. Dr. Gilson Morales, coordenador do Grupo Gerar, foi entrevistado pela Conexão Ciência* e a entrevista está publicada na 112ª edição do jornal online. Na entrevista, Morales explica os objetivos e o funcionamento do projeto, comenta os resultados obtidos e o que está sendo desenvolvido.

A reportagem "Projeto visa a educação ambiental por meio da comunicação" pode ser lida no blog do Conexão Ciência, ou no boletim online, em pdf.

*O jornal online Conexão Ciência é um jornal do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina que divulga a evolução de projetos, entrevista pesquisadores, noticia descobertas e cobre eventos científicos de Londrina e região.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Novo método para reciclagem é apresentado

Fonte: itu.com.br

Sistema deve diminuir em 50% o custo da reciclagem.

Um novo método para aproveitamento dos resíduos de construção civil e demolição (RCD), 50% mais barato e com consumo de energia 80% menor. Esse é o principal resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da USP (Poli/USP), do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O novo método dispensa a britagem do material a ser reciclado, o que barateia o processo e torna viável a instalação de pequenas usinas de reaproveitamento dos RCD. O método é tão inovador, que está sendo patenteado.

Segundo o professor Vanderley John, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, um dos integrantes da equipe que realizou o estudo, a tecnologia desenvolvida possibilita que usinas de reciclagem simplifiquem a produção de matéria-prima para bases e sub-bases de pavimentação a partir de resíduos da construção civil. “Atualmente, a reciclagem de RCD passa necessariamente pela britagem (quebra dos resíduos em pedaços pequenos, com no máximo 63 milímetros de diâmetro)”, explica. “Isso encarece o processo, pois o britador representa mais da metade do investimento total da montagem de uma usina de reciclagem. O novo método reduz os investimentos iniciais e simplifica a operação das centrais de reciclagem, o que torna viável um maior número de centrais de reciclagem públicas ou privadas.”

Aplicações

A nova tecnologia está baseada nos resultados de uma pesquisa com amostras representativas de resíduos coletados em três cidades: Macaé (RJ), Maceió (AL) e São Paulo (SP). “Coletamos 20 toneladas de resíduos dessas três cidades”, explica John. “E constatamos que cerca da metade dos resíduos tinha tamanho inferior a 63 milímetros; ou seja, poderiam ser aplicados diretamente na composição de pavimentos, sem necessidade da britagem”, acrescenta. Esta constatação levou a equipe a propor uma forma extremamente simples de transformar resíduos em agregados: separação manual do material indesejável ao processo, seguido de peneiramento na bitola de 60mm e de uma nova remoção manual dos contaminantes (madeira, papel, cerâmica), remanescentes da fração abaixo de 63mm, que será comercializada como agregado de pavimentação.

Segundo John, o novo método poderá ser aplicado em ambientes urbanos e adotado por prefeituras, cooperativas ou empreendimentos privados. “A redução dos investimentos iniciais, dos custos e da complexidade de operação facilita a introdução da reciclagem, inclusive porque reduz os riscos. Assim, esperamos que essa tecnologia possibilite a ampliação do número de usinas e a margem de lucro desse novo negócio”, ressalta. Em conseqüência, evita-se a deposição ilegal desses resíduos nas margens de ruas e rios, reduzindo os impactos ambientais, além de minimizar os gastos das prefeituras com a gestão deles.

A nova tecnologia tem várias outras vantagens, a exemplo da redução do consumo de energia elétrica (60 a 80%) em relação ao sistema de reciclagem tradicional com britagem. “O novo método também torna possível a implantação das usinas nas proximidades do mercado consumidor, o que significa menores distâncias de transporte, que corresponde a dois terços do preço final do produto”, diz. Outra vantagem é que o sistema reduz de forma significativa a emissão de material particulado e principalmente de ruídos na operação de britagem. Assim, alternativas de desenvolvimento sustentável são incentivadas.

Além do professor Vanderley John, entre os pesquisadores da Poli também participaram da pesquisa o professor Artur Pinto Chaves e a pesquisadora Carina Ulsen, ambos do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo, e os pesquisadores Francisco Mariano Sérgio Ângulo (atualmente no do IPT).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um pouco sobre o desperdício de alimentos

Ao ouvirmos falar sobre lixo, sempre vem em mente os processos de reciclagem e a importância da reutilização desses materiais. Porém, muitas vezes não damos a devida importância ao lixo orgânico, constituído principalmente por restos de alimentos orgânicos (carnes, vegetais, frutos...).

Segundo pesquisas do Instituto Akatu, estima-se que 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva: 20% na colheita, 8% no transporte e armazenamento, 15% na indústria de processamento, 1% no varejo e 20% no processamento culinário e hábitos alimentares.

Uma casa brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente. Isso significa uma perda de US$ 1 bilhão por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias.

E junto com todos esses resíduos, são perdidos todas as suas embalagens, toda a água e energia usadas na sua produção, todo o CO2 emitido em sua produção e transporte, etc, gerando inúmeros impactos negativos para a sociedade, a economia e o meio ambiente.

Como lidar com todo esse desperdício?

Uma das alternativas é utilizar esse tipo de lixo para a produção de energia (biogás), pois em seu processo de decomposição é gerado o gás metano. Outra utilidade é a produção de adubo orgânico, muito usado na agricultura, através do processo de compostagem.

Porém, a principal maneira ainda é a conscientização. Combater o desperdício é o melhor remédio para este tipo de problema.

Como exemplo, o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente lançou uma campanha de conscientização, cujo tema é o desperdício de alimentos. A abordagem das peças tem linguagem semelhante à da publicidade do varejo e alerta o consumidor para o fato de que uma grande parcela do que se compra em alimentos vai direto para o lixo.



O desperdício de alimentos deve ser contido. O consumo consciente é obrigação de todo cidadão para com a sociedade e o meio ambiente.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Investimentos em Fontes Alternativas de Energia

Historicamente verifica-se que o desenvolvimento das civilizações foi intimamente subordinado à disponibilidade de fontes de energia. Sua importância se torna evidente quando pensamos nos países industrializados e na tecnologia, mas é nos países em desenvolvimento que a necessidade energética é dramática.

A base energética que suportou nosso crescimento nestas últimas décadas apoiou-se fortemente no combustível fóssil, altamente poluente desde a sua extração e com grande impacto ambiental. Antes dele o carvão, igualmente nocivo à saúde humana e à natureza. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar e um dia irão acabar.

Nesse contexto, em função da crise energética e do aquecimento global, surgiu a necessidade de buscarmos fontes alternativas de energia. A energia alternativa é uma energia sustentável que deriva do meio ambiente natural. Podem ser obtida através de fontes que são essencialmente inesgotáveis, ao contrário dos combustíveis fósseis, dos quais há uma provisão finita e que não pode ser reposta.

As fontes de energia alternativas incluem:
1) Energia Hidráulica: energia potencial da água realizada em centrais hidroelétricas.
2) Energia Eólica: energia cinética que utiliza o vento, captado por aerogeradores.
3) Energia Solar: energia captada por células fotovoltaicas ou em painéis térmicos.
4) Energia Geotérmica: energia que provém do calor do interior da Terra, utilizando gêiseres como fontes termais.
5 e 6) Energia Oceânica: energia cinética do movimento das ondas transformada em energia elétrica através de uma turbina.
7) Biomassa: através da fotossíntese, as plantas transformam energia solar em energia química, podendo ser convertida em eletricidade, combustível ou calor.
Energia Nuclear: consiste no uso controlado das reações nucleares para a geração de eletricidade.


Em 2009 os investimentos em novas energias foram 162 bilhões de dólares (7% menor de que em 2008). Apesar do aumento nos investimentos na energia eólica, houve queda nos investimentos nos bicombustíveis. Os Investimentos da China cresceram mais de 50%, tornando-se maior que o investimento dos Estados Unidos e aumentando sua capacidade energética em 37gigawattas(GW).

Pela Primeira vez, os investimentos da Ásia/Oceania foram maiores de que os investimentos das Américas. Na Europa, houve queda de 10% nos investimentos.

O grau de desenvolvimento atual é impossível de ser mantido sem fontes de energia disponíveis. Por isso, é possível ver o crescente investimento dos países emergentes no desenvolvimento de fontes de energia renováveis e em programas de eficiência energética.